Escrava



Escrava sou
da tua boca
que me fascina
do teu corpo
cheio  de pecado
do teu gozo quente
que me faz arder
no inferno latejante
entre o amor e o desejo
ao cometer a heresia de
rezar todos os dias
para  que nossos corpos
se mesclem em uma
estranha e sinfônica
melodia de orgia
Escrava sou
das tuas loucas e
indecentes fantasias
do teu jeito cigano
que provoca e
treme a carne, umedecendo
os lábios num frondoso
banquete de luxúria divina
Escrava sou
da química eletrizante
que une, afasta e transpira
e me faz convulsiva
te desejar inteiro,
enloquecido, atrevido
cada vez mais
todos os dias

 Celamar Maione





2 comentários:

FilipeSan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rosangela disse...

Delícia essa escravidão! Muito belo Cel! Bjks!