Fogo no Olhar



Cubro-te
com todas as palavras
articuladas em calmaria
na pele lisa

Fogo no olhar
que descarado
percorre cada linha

Mãos ávidas e ágeis
te exploram sem vergonha
arrancando sons entrecortados

Levanto-te com versos
livres, sem rimas
nos cortes cegos

Abra-te em magia
expondo teus caminhos
pra récita enfurecida

Selvagem e ofegante
goze nossa liberdade
em dedos delirantes

Um comentário:

Rosangela disse...

Brujo, acho que uns dos melhores dos seus poemas que já li. Gostei muito!